Penso que as artes plásticas são, neste fim de século, o veículo privilegiado de comunicação entre povos e nações. Na aldeia global nasce o homem global. O humanismo do futuro requer a contribuição de todas as culturas e regiões. Neste cenário de cosmopolitanismo planetário, a comunicação plástica será a língua mais próxima e directa entre os homens, não se pode dissociar o lado ento-geográfico nas estéticas contemporâneas sob o pano de fundo de uma cultura tecnológica e universal. A artificialidade parece dominar, mas o mundo natural e as culturas tradicionais serão sempre o elo fundamental e vital entre o indivíduo e o seu meio. Por isso convoco no meu trabalho as raízes étnicas e históricas do meio onde vivo. O Al-andaluz-português, o Algarbe (o Ocidente), Terra da luzitânia, encontra nesta mostra a Luz da Andaluzia plasmada nos olhos dos artistas que o Corno Ibérico e a Tertúlia 1900 aqui trouxeram para comungarem nessa Luz-Afro-Atlântica-Mediterrânica- o corpo do nosso passado comum.
José Bivar Bela Mandil, Jan.94
Sem comentários:
Enviar um comentário