domingo, 29 de novembro de 2009


Etnairis Rivera

Blanco | Vídeo do MySpace

http://domadordesonhos.wordpress.com/


a poesia / antonio orihuela





O fato novo do imperador

Tenho 31 anos e estou cansado.

Todos os sítios me vão parecendo, finalmente,

igualmente maus.

Todas as pessoas, incluindo as que gostam de mim,

insuportáveis.

Não encontro sentido nem para o que faço

nem para as coisas que deixo por fazer.

Olho para os outros

com a absoluta certeza de quem vê

não semelhantes,

serenos, resignados, envilecidos extraterrestres.

Olho para mim

e sinto-me como se não tivesse outros com quem partilhar.

Para onde quer que eu olhe,

a insuportável mentira que faz ninho, germina, destila

este tempo, este país, este modo de viver

a que chamam

progressista, tolerante, solidário, democrático,

avançado, europeu, e melhor e melhor

que todos os existidos,

que todos os possíveis.

Este modo de viver

onde falta tudo o que foi nomeado.

Que desfez a classe trabalhadora sem uma única bala,

que encarcerou as consciências sem uma única grade,

que me afasta sem um único cassetete,

que me exclui sem um ferro candente,

sem sequer uma estrela amarela na lapela.



Este tempo

de fatos novos,

de Imperadores.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ARTSERIES-FERNANDO AGUIAR NO IPJ


Manuel Almeida e Sousa no Postal do Algarve



Miguel Real vence Prémio Jacinto do Prado Coelho 2008








Miguel Real vence Prémio Jacinto do Prado Coelho 2008



O livro "Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa", de Miguel Real e editado pela Quidnovi, foi o vencedor do Prémio Jacinto do Prado Coelho 2008, informou esta terça-feira a Associação Portuguesa dos Críticos Literários, que atribui o galardão.

Segundo Liberto Cruz, presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários e membro do júri, ao lado de Manuel Frias Martins e Carlos Jorge Figueiredo Jorge, o livro de Miguel Real foi distinguido «pelas reflexões brilhantes e pela interpretação que o autor faz da obra produzida por Eduardo Lourenço entre 1949 e 1997».



Eduardo Lourenço figura entre os anteriores galardoados com o Prémio Jacinto do Prado Coelho, que é atribuído há mais de 20 anos e já coube também a Óscar Lopes, Vergílio Ferreira, António José Saraiva, José Gil, Carlos Reis e Maria Alzira Seixo, entre outros.



O galardão, que consagra as modalidades de ensaio, crítica, história da literatura e teoria da problemática literária, tem o valor pecuniário de 5000 euros e é patrocinado pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.



O Prémio Jacinto do Prado Coelho 2008 será entregue a 15 de Dezembro, na Sociedade Portuguesa de Autores.