domingo, 3 de agosto de 2008

Sucumbo, cinzento inerte ou quase verde por circunstância.
- Se cenário há que a questão levanta é só de saudade
,
É um espaço virtual de um azul à espera de fumos dissimuladores que são evidentes névoas, ilusão acidental e ocidental, retiro para a Restauração legitimada na urgência do sonho que confere o valor exacto às Brumas da Memória
- o sustenido alternativo .
À liberdade assegurada contra o Medo  ditadura sobre o Ego o Espírito Integral e Santo Na dobragem do Bojador
- A vontade que ata ao leme
o cadinho de todas as religiões
A cruzada p'lo sonho contra nenhum Inimigo
Num tempo diluido e embrionário onde se
gera a 25a Hora
o Cabo das Tormentas, iluminado, desejado, vindouro
- É a profecia realizada, a aceitação do fado na conformidade da luz em fim.
o AMÉM de todasas orações, como espontâneo instinto agindo como garantia de liberdade contra a Miséria que do humano
Emana, que consagra a liberdade deadorar a Deus de qualquer Maneira Manifestada
na Liberdade de Expressão do Pensamento sob qualquer forma, ou forma nenhuma, o despojamentoAbsoluto e "assim conhecerei a verdade e ela me fará livre"
jose Vaz Machado1994

nº1 do Setestrêlo de 1994


"Todo o império que não é baseado no império espiritual é uma morte de pé um cadáver adiado, só pode realizar utilmente o império espiritual a nação que for pequena, e em quem, portanto nenhuma tentativa de absorção podera nascer... (Fernando Pessoa)."
- Ele fechado num quarto e num corpo, óculos sobre a mesa, olhos no vazio, poeta ou profeta, que pensa naus e sonha o império...R maior necessidade que da matéria se derrama, e um porto e um arauto e um editai que recruta marujos e marinheiros.
-Hassan Dias, Lin Santos, Paço Gama, Hans Ferreira, John oliveira, Jean Silva...
É embarcar, embarcar!
-Ficam na praia única e país os filhos as mães as noivas a esperança e a fé e a saudade, vão os homens no sonho, na viagem mais a esperança a fé e a saudade, cheirar canela e gengibres de antanho tocar sedas e marés vindouras, vão enriquecer o espírito e o imaginário até dos queficam e os acompanham, vão ser deglutidos pelo adamastor, em espaços virtuais onde raças de chips empunham lasers para assassinar a memória.
-Monstros doenças tempestades, que começam na alma e na alma acabam, sextantes que levam ao infinito, bússolas do futuro na voz dos poetas, remos de força e coragem nos músculos e nos corações dos marinheiros. Desta vez o destino são as índias espirituais como sempre, na pureza revelada na atitude do despojamento, dos lastros que sobram para navegar, voar ou sonhar, cultivando a certeza humana de morrer para as consistências e nascer para a fluidez.
-Grita um gageíro!
-Terra à vista, terra é sim ainda, mas cinzenta queimada, cheira a enxofre... Ilha dos amores das musas camonianas, meu deus saõ complexos industriais de morte gratuita, são putas com sida escanzeladas pelo desespero e sem sonho...
Escutem a voz supersónica de zeus com ouvidos hertzianos de mercúrio. Na tele janela -se saturno devorando filho, bósníos, croatas, africanos, árabes. Ouvem-se gritos sentem-se estertores de homens e cetáceos, é o fogo de prometeu, transforma florestas em desertos de lucro, quem o usa pagará o mesmo preço, será despenhado na degeneração a que não bastam pílulas e remédios êxodos de sub-nutridos famélicos, unidos na amargura, na falta do que sobra, trepam pela europa cansada acima, seres de terceira em guerra que a grande consciência satânica inquisitoriamente mastiga e deita fora.
-É chegado o tempo dos zés ninguém a líderes do Benfíca, Santanas e Isaltinos, Valentins e outros tais das tascas chiques, da baba, do ranho, do caracol e do golo do manguito e do galo laranja empoleirado,a cantar o fado da lusa subservíência, o Travo amargo, o arroto das barrigas cheias umas de tanto e outra de vento. mas o dispositivo interior pode comutar o pesadelo em sonho...Pois quando a bruma se dissipar Portugal cumprir-se-á
José Vaz Machado 1994