sábado, 23 de abril de 2011

Amadeu Batista Premio Palavra Iberica 2007

Ao cabo de sete anos de residência em Lisboa, Amadeu Baptista transferiu-se para Viseu, onde agora vive.

Em declarações à agência Lusa, confessou que "uma das primeiras coisas" que fez na cidade foi visitar o Museu de Vasco para rever os painéis do antigo retábulo da capela-mor da Sé ali agora expostos.
O poeta teve o primeiro contacto com os painéis na infância e revisitá-los, adulto, deu-lhe "o pretexto" para uma série de 14 poemas - um por painel.
Reunidos os catorze poemas, enviou-os com o título de "Sobre as imagens" para o concurso e o original acabaria por ser o escolhido, por unanimidade, de um conjunto de 138, por um júri constituído por José Mário Silva, António Carlos Cortez e Fernando Esteves Pinto.
O prémio, com duas vertentes autónomas - -para poetas portugueses e para poetas espanhóis - e o mesmo valor pecuniário para ambas, foi instituído pela Câmara municipal de Vila Real de Santo António e Ayuntamiento de Punta Umbria.
O vencedor da edição espanhola foi Rafael Camarasa Bravo com o original "El sitio justo".
"Escritor compulsivo" como a si mesmo se define, Amadeu Baptista referiu à Lusa estar já a escrever poemas inspirados em 500 obras de arte, não estando preocupado, por ora, em saber como e em que editora os dará à estampa.
Nascido no Porto em 1953, Amadeu Baptista é autor de uma já ampla e aplaudida obra poética, que inclui títulos como "As passagens secretas", "Maçã", "As tentações", "A construção de Nínive", "Negrume" e "Balada da Neve e outros poemas".
O poeta tem vários prémios no currículo, três dos quais conquistados em 2007: Prémio nacional Sebastião da Gama, Prémio nacional de poesia Natércia Freire e Prémio Literário Florbela Espanca, respectivamente, pelos originais "O bosque cintilante", "Poemas de Caravaggio" e "Outros domínios".
Está traduzido em inglês, alemão, castelhano, catalão, francês, hebraico e romeno.

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